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O Incidente de Raccoon City também conhecido como "Incidente Raccoon" e "Destruição de Raccoon", foi um surto viral catastrófico que ocorreu em etapas entre maio e outubro de 1998, resultando na destruição da cidade em um bombardeio de mísseis, codinome "XX". Embora o incidente tenha começado em maio de 1998, o ano de 1988 selou o destino de Raccoon quando James Marcus foi assassinado. Não houve um evento único que resultou no surto de T-Vírus da cidade; foi, de fato, o resultado de uma série de surtos menores que se combinaram em sua localidade comum.

O começo do desastre

Em 1998, as atividades ilegais da Umbrella selariam o destino de Raccoon City de uma vez por todas. No mês de maio, o T-vírus vaza e contamina o complexo de pesquisa em Arklay, matando parte a equipe de pesquisadores e liberando criaturas infectadas na floresta, como Cerberus. Os cães infectados começaram a fazer vítimas nos arredores da área urbana da cidade, causando o aparecimento de corpos, como uma moça de 20 anos, encontrada completamente desmembrada às margens do Rio Marble. Outros problemas relacionados à Umbrella também começaram a aparecer, como a presença de toxinas na rede de abastecimento de água da cidade e saturação do sistema de processamento de resíduos laboratoriais na Dead Factory.

Os incidentes com cadáveres mutilados começam a aumentar e alguns habitantes começaram a relatar ter visto cães selvagens resistentes a tiros. A população fica assustada e as autoridades bloqueiam o acesso à floresta, prometendo uma investigação no local por parte dos S.T.A.R.S. A missão é comandada pelo chefe do esquadrão e membro da Umbrella, Albert Wesker, que usou os soldados como meras cobaias para testar a eficiência das armas biológicas espalhadas pelas instalações da Umbrella. Wesker encaminhou as duas equipes, Bravo e Alpha, para a floresta. A equipe Bravo sofreu um acidente com o helicóptero, mas investigou o trem Ecliptic Express e o Centro de Treinamento, infectados pelas sanguessugas de James Marcus. No dia seguinte, o capitão partiu com a equipe Alpha para o local, mas dessa vez, atraiu o grupo para a mansão.

De forma inesperada, parte do esquadrão volta com vida da missão: ChrisJillBarryBrad e Rebecca. Assim que retornaram, os sobreviventes iniciaram relatórios da missão, que registram a produção de armas biológicas por parte da Umbrella Corporation, além de fazer observações sobre o contágio, não limitado apenas a humanos. Enquanto os S.T.A.R.S tentam convencer Brian Irons de que a Umbrella é a responsável não só pelo Incidente da Mansão, mas como pelos assassinatos arredores da cidade, a empresa trata de manter o chefe de polícia do seu lado, com uma boa quantia de dinheiro. Nesse momento, a principal preocupação estava nos ombros de William Birkin, que temia ter seu laboratório subterrâneo descoberto. Com a falta de cooperação do delegado, Chris decide conduzir a investigação sobre a Umbrella sozinho, e viaja para a Europa buscando mais informações. Jill Valentine permanece na cidade.

Apesar da recusa de Brian Irons, os incidentes não param de acontecer e a imprensa local e os S.T.A.R.S continuam a investigar. Ben Bertolucci e Alyssa Ashcroft eram alguns dos jornalistas que obtiveram diversas informações que ligavam a Umbrella aos assassinatos na floresta. Enquanto isso, o T-Vírus já começava a fazer suas primeiras vítimas: os hospitais da cidade começam a receber doentes com queixa de febre e coceira pelo corpo. O diretor do Hospital Geral de Raccoon City relatou que esses pacientes sofriam de deterioração mental e pareciam voltar à vida depois de atestados como mortos.

Enquanto o T-vírus parece alcançar lentamente a área urbana de Raccoon City, um fato desencadeia o processo de aniquilação da cidade. As equipes Alpha e Delta das Forças Especiais da Umbrella invadem o laboratório subterrâneo para obter uma amostra do G-Vírus. William Birkin, responsável pelo projeto de pesquisa, se recusa a entregar seu trabalho para a empresa, e acaba sendo alvejado por tiros do esquadrão. Os soldados fogem com uma maleta contendo amostras dos vírus G e T, retiradas do laboratório. Extremamente ferido, Birkin tenta a manobra desesperada de injetar o G-vírus em si mesmo.

William Birkin se transforma no G-Type, uma criatura violenta que ataca qualquer coisa que veja pela frente, principalmente os soldados da Umbrella responsáveis pelo atentado. Durante a perseguição nos esgotos, o monstro destrói parte das amostras contidas na maleta, contaminando a água, ratos e insetos presentes no local. A partir daí, a infecção se espalha rapidamente e vários habitantes são transformados em zumbis. Enquanto a cidade caminha para seu fim, o prefeito Michael Warren deixa a cidade com escolta militar.

No dia 26 de setembro, o caos se instaura na cidade e as autoridades decretam Lei Marcial. Enquanto a polícia tenta manter a ordem nas ruas, os zumbis invadem a RPD e o Hospital Geral, impossibilitando a ação das autoridades e o atendimento aos feridos. Outro fato que dificultou a ação da polícia foi o surto de Brian Irons, que resolveu trancar-se com os policiais dentro da RPD. No mesmo período, a Umbrella envia a UBCS (Umbrella Biohazard Countermeasure Services) com o camuflado objetivo de obter dados de combate das criaturas espalhadas pela cidade. O único a saber desses planos era o monitor Nicholai Ginovaef. Os outros soldados do esquadrão acreditavam estar na cidade para salvar sobreviventes, mas eram meras cobaias de teste.

No dia 28 de setembro, Jill Valentine decide escapar da cidade em colapso. Sem saber do que se passava em Raccoon City, Leon e Claire chegam à cidade. Ela estava em busca do irmão Chris e ele teria seu primeiro dia de trabalho como policial da R.P.D. A dupla consegue escapar da cidade na manhã do dia 30. Já Jill não teve tanta sorte. Após ser infectada por Nemesis, a S.T.A.R.S acaba sobrevivendo à infecção com a ajuda do mercenário Carlos Oliveira. No Raccoon City Park, ela descobre que precisa deixar a cidade o mais rápido possível: Raccoon passaria por um plano de erradicação – tudo iria pelos ares em um ataque de mísseis aéreos.

A decisão de explodir a cidade não foi mera alternativa para a contenção da infecção, que poderia se espalhar pelo país ou pelo mundo. A iniciativa partiu de um comitê do próprio governo norte americano, que participou de diversas negociações com a Umbrella Corporation e temia que essa relação fosse à tona. Explodir a cidade também foi uma forma de esconder provas incriminatórias. Na manhã do dia 1º de outubro de 1998, Raccoon City foi literalmente varrida do mapa e cerca de 100 mil pessoas morreram.

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